Acho que para todos nós existe pelo menos um sítio para onde podemos fugir quando queremos descansar ou apenas nos afastarmos do nosso reboliço actual. Para mim, esse sítio é a casa dos meus pais perto do Cercal de Alentejo.
Nesta casa existem já tantas recordações de momentos passados com os meus pais, avó e J.
Apesar de ser o meu refúgio, existe em mim nos tempos que aqui passo uma ambivalência de sentimentos, pois sendo eu uma citadina nata, não lido muito bem com a bicharada rastejante e alguma voadora que habita por estes lados. Nem vos conto o pânico que tenho de caracóis e seus familiares.
A minha altura preferida é a Primavera onde podemos ver as flores espalhadas pelo pequeno terreno a sarapintar com pequenos apontamentos de cor o verde que se estende à nossa frente. Escusado será dizer que quem mais gosta deste espaço são a Mia, Jade, Miso e Violeta que nos acompanham nestes dias e aproveitam a liberdade (sempre controlada) que não lhes é permitida nos apartamentos de Lisboa.
Outra coisa que adoro é ver as frutas crescerem a partir de pequenas flores, apesar que na altura de as comer e como mais biológico não há, olho sempre de forma desconfiada a ver se não sai lá de dentro um brinde, tal Kinder Surpresa.
Estes dias passados no início de Junho, onde as cores abundam; sou mimada ao extremo pelos pais e as praias de Porto-Côvo se encontram quase desertas, são o meu carregador de baterias para enfrentar no resto do ano qualquer dificuldades, pois sei que existe sempre neste sítio um porto de abrigo.








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