11.2.12

Ironia

"ironia
(latim ironia, -ae, do grego eironeía, -as, dissimulação, ignorância)

s. f.
1. Expressão ou gesto que dá a entender, em determinado contexto, o contrário ou algo diferente do que significa.
2. Atitude de quem usa expressões ou gestos irónicos.
3. Sarcasmo.
4. Acontecimento ou resultado totalmente diferente do que eram as expectativas (ex.: ironia trágica)."


8.11.11

Pelos caminhos do 28E

Já há vários anos que eu e os meus pais falávamos de dar o passeio do 28E. Nunca encontrámos tempo, outras prioridades (muitas vezes menos prioritárias na realidades) se sobrepunham e nem a compra da máquina nova em Abril deste foi motivação para o fazermos. As desculpas era muitas, outros sitios para ir, o tempo não estava propício à fotografia, e acima de tudo, a preguiça de quem não se gosta de levantar cedo ao sábado. 

Até que chegou o dia, aguçado não só pelas descrições dos meus pais, mas também pelas histórias do Rafael Santos que muito me divertem quando leio. 

Por volta das 10h lá estávamos, em frente ao cemitério dos Prazeres, ponto de partida do eléctrico. Rápidamente percebi a insistência do meu em irmos cedo. Os lugares são rápidamente ocupados por turistas, ávidos como eu, de se aventurarem pelas tuas estreitas dos nosso bairros mais típicos.





Com os solavancos característicos dos nossos electricos antigos, vieram as memórias das muitas viagens que fiz em criança com os meus avós, entre Belém e a Baixa, há muitos e muitos anos. partimos e nessa altura percebi a importância de ir cedo: arranjar lugar sentada. Não seria bonito de ver a minha habilidade para o equilibrismo e tirar fotografias ao mesmo tempo, ao contrário da Susana que se saiu muito bem.

O passeio inicia-se em direcção à calçada da estrela. O eléctrico demora-se um pouco na paragem em frente à Basílica, o que permite tirar umas fotografias. Do outro lado, o Jardim da Estrela, já documentado neste post.




Continuamos em direcção a S.Bento, de onde partimos pela Calçada do Combro a caminho do Chiado. Aqui a velocidade do eléctrico e as ruas estreitas apenas permitem alguns vislumbres de casa e ruas.




No largo do Chiado, lá nos espera a estátua de Camões. Aqui as ruas já me são mais familiares e sua largura já permite tirar algumas fotos não só ao largo, mas também à igreja da Nossa Senhora da Encarnação






O eléctrico segue em direcção à Baixa onde fila de pessoas para entrar é impossivelmente grande. Aqui a maioria dos turistas, espera junto à retrosarias que ainda sobrevivem nesta zona, por um lugar no caminho para o Castelo.




No caminho ainda passamos pela Sé,




e por alguns miradoros,




até chegarmos ao destino pelo qual a maioria ansiava, O Castelo, que com honras de apresentação em vários idiomas, deixa-nos finalmente com espaço para respirar e alguns lugares vagos. A vista, apenas do eléctrico já é deslumbrante e fica a promessa de voltar para a apreciar melhor.






Passado o Castelo de S. Jorge, vamos agora para a reta final da nossa viagem, mas ainda ficam a faltar as passagens pela Graça em direcção à Almirante Reis e Martim Moniz. 

Nos caminhos da Graça, as ruas estreitas quase que nos permitem esticar a mão a agarrar o pão e azeitonas nas mesas dos restaurantes. As ruas tão estreitas não permitem muitas fotografias, mas o que interessa aqui é apreciar o ambiente tipico que nos rodeia. 



10.10.11

2.9.11

Porto de Abrigo

Acho que para todos nós existe pelo menos um sítio para onde podemos fugir quando queremos descansar ou apenas nos afastarmos do nosso reboliço actual. Para mim, esse sítio é a casa dos meus pais perto do Cercal de Alentejo. 

Nesta casa existem já tantas recordações de momentos passados com os meus pais, avó e J.




Apesar de ser o meu refúgio, existe em mim nos tempos que aqui passo uma ambivalência de sentimentos, pois sendo eu uma citadina nata, não lido muito bem com a bicharada rastejante e alguma voadora que habita por estes lados. Nem vos conto o pânico que tenho de caracóis e seus familiares.




A minha altura preferida é a Primavera onde podemos ver as flores espalhadas pelo pequeno terreno a sarapintar com pequenos apontamentos de cor o verde que se estende à nossa frente. Escusado será dizer que quem mais gosta deste espaço são a Mia, Jade, Miso e Violeta que nos acompanham nestes dias e aproveitam a liberdade (sempre controlada) que não lhes é permitida nos apartamentos de Lisboa.








Outra coisa que adoro é ver as frutas crescerem a partir de pequenas flores, apesar que na altura de as comer e como mais biológico não há, olho sempre de forma desconfiada a ver se não sai lá de dentro um brinde, tal Kinder Surpresa.








Estes dias passados no início de Junho, onde as cores abundam; sou mimada ao extremo pelos pais e as praias de Porto-Côvo se encontram quase desertas, são o meu carregador de baterias para enfrentar no resto do ano qualquer dificuldades, pois sei que existe sempre neste sítio um porto de abrigo.

30.8.11

Música e Fruta

Na manhã antes de entrar para o Cruzeiro tínhamos umas horas para gastar e por isso resolvemos ir conhecer um pouco mais de Estocolmo e à saída do Hotel lá nos dirigimos em direcção à Estação Central. Cerca de  dois quarteirões mais à frente virámos à esquerda, contrariando a maré de pessoas que se dirigiam ao centro histórico.  

Decidimos nessa manhã e conhecer a zona comercial.  Pode-se dizer que o predominante sobre estas ruas pedonais são as lojas H&M presentes "literalmente" em cada esquina e também as lojas de Design sueco que muito me tentaram, mas às quais consegui resistir quando racionalmente me apercebi que não encontrava utilidade para a maioria dos objectos.

Mais ou menos a meio dessa rua (Slodjgatan) deparámo-nos com a  Hötorget (praça do mercado) e com a KonsertHuset (Sala de Concertos) onde é realizada anualmente a cerimónia de entrega dos prémios Nobel e que também alberga a Real Orquestra Filarmónica de Estocolmo. Esta sala de concertos foi construída entre 1923 e 1926 em estilo néo-clássico e um dos últimos exemplos deste estilo de arquitectónico na cidade de Estocolmo, o mais popular na Suécia no virar do século XX.




A praça onde se encontra esta sala de concertos alberga mercados desde a época medieval, continua ainda hoje e durante o Verão a albergar mercados ao ar livre. No dia em que tirei estas fotos, era dia de mercado de frutas, legumes e flores. Este mercado ocorre todos os dias, sendo que de segunda a sábado vende produtos vegetais e ao domingo transforma-se numa mercado de antiguidades.




Inicialmente podiam-se encontrar neste mercado todo o tipo de produtos alimentares, como carnes, leite, vegetais e fruta. No entanto e por razões sanitárias a 1 de Janeiro de 1914 foi proibida a venda de carne animais como vacas, porcos, cavalos ou ovelhas. Mais tarde nesse ano foi também proibida a comercialização de aves, peixe fumado, farinhas, leite e queijo. Estes comerciantes mudaram-se para o Centralsaluhallen (Mercado Central) , ficando apenas nesta praça os comerciantes de plantas, frutas e vegetais que perduram até aos dias de hoje.




A fruta nas bancas tinha tão bom aspecto que até mesmo eu, que não aprecio fruta, tinha uma vontade enorme de estender a mão e ir provando os vários frutos vermelhos e de aspecto suculento que se encontram expostos.

A atracção principal desta praça é a fonte de Orfeu, criada por Carl Milles, um dos escultores suecos mais famosos do século XX. 




13.8.11

Ai, que a vida está difícil...

ou julgam que pasar o dia todo a comer, dormir e brincar é fácil?


8.8.11

Porvoo, baptizada por um castelo e um rio

Na minha curta e suficiente passagem pela Finlândia, reconheço que o País não me fascinou e cuja arrogância e antipatia da guia, não augurou nada de bom sobre as pessoas desse país. Talvez esteja a cometer o erro de julgar muitos pela atitude de uns, mas foi esse o sentimento com que fiquei após este dia de visita.

No entanto o passeio até à cidade de Porvoo foi bonito e esta cidade medieval do século XIII tem um encanto bastante grande no seu centro antigo, onde todas as casas são de madeira pintada dando-lhe um ar bastante pitoresco.





No caminho para Porvoo, páramos  para visitar a antiga igreja de Sipoon. Esta igreja construída no século XV (uma das mais antigas da Finlândia) é construída de pedra e madeira, apresentado uma arquitectura e decoração muito simples. 

Assim que chegamos, chama a atenção o pequeno cemitério às suas portas, com todas as sepulturas tratadas sem distinção, apresentando a mesma lápide e flores, tornando-se esta homogeneidade parte integrante da beleza do local.




O seu interior mantém a simplicidade do exterior, sendo decorada apenas com algumas pinturas e brasões dos séculos XV e XVII.




Seguindo caminho para Porvoo, a vista que temos assim que saímos do autocarro é de tirar a respiração, com as casas de cores diversas sobre o rio criando reflexos coloridos em pleno contraste com do verde da Natureza.

O nome Porvoo foi dado por uma fortaleza sueca junto ao rio Porvoonjoki que atravessa a cidade. Porvoo foi uma adaptação finlandesa ao nome sueco: Borgå que sinifica castelo e rio.




Ao entrarmos pela cidade, vemos que a arquitectura simples e de madeira se mantém, mas que é nos pequenos detalhes que reside o maior encanto.  O centro histórico de Porvoo esteve para ser destruído no século XIX, para ser substituído por um novo centro urbano. Este plano foi cancelado devido à resistência da população liderada pelo Conde Louis Sparre.





Detalhes como as tabuletas em ferro forjado ou madeira que anunciam cada loja, hotel ou restaurante,


 

ou como as flores e pequenos objectos que encontramos posicionados de forma perfeita em cada uma das portas por onde passamos




ou finalmente, pelas cadeiras e mesas que encontramos em várias esquinas, normalmente enfeitadas com flores frescas, como que a convidar-nos a sentar e apreciar a paz que se vive nesta cidade.


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